Os dias de verão na Escandinávia são muito longos, com início às 5h e término às 23h. Suas noites, portanto, são de apenas seis horas.
Depois de jogar até cinco partidas por dia nos dois primeiros torneios, “descansamos” dois dias para novamente entrar em campo no Ghotia Cup.
Vencemos os dois primeiros jogos, mas os sinais de cansaço físico e baixa imunidade eram evidentes, surgindo lesões e resfriados em vários jogadores.
Perdemos os dois jogos seguintes e assim, terminou a nossa participação nos torneios europeus em 2010, com dois títulos em três disputados.
Os times europeus seguem, no geral, uma fórmula de jogar. Suas equipes são formadas por crianças altas e fortes que atacam com velocidade e passes perfeitos, sempre pelas laterais, finalizando as jogadas com cruzamentos na área adversária. Procuram executar o que foi programado com muita exatidão e as mesmas jogadas vão se repetindo durante o jogo, sem demonstrar nenhuma variação ou surpresa para nós.
A defesa é composta pelos jogadores de maior estatura e menor agilidade que, geralmente, não suportavam a habilidade e a velocidade dos brasileiros.
O “fair play” esteve presente o tempo todo e em nenhum momento presenciei algum descontrole emocional nos adversários; cartões amarelos foram raros.
Em todos os jogos a nossa capacidade de criar e improvisar deixava os adversários perdidos, sem entender o que poderíamos apresentar na próxima posse de bola, já que variávamos as jogadas todo o tempo, mostrando um futebol alegre, às vezes até irreverente. Este foi o diferencial que nos consagrou pelos campos europeus nos quais nos apresentamos.






Vocês fizeram bonito nos campos europeus.
Estamos todos orgulhosos!
Cássia e Raphael